quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

P.S. Eu Te Amo

"Aliás, como diz um amigo meu, todo ex namorado no fundo é um Gerry Kennedy, porque tem que aprender a liberar o outro, tem que no fundo aprender a lidar com a separação. A ideia parece ser bem intencionada. Embora não seja tão fácil. Melhor. Nesse momento me parece absurda. Mas se é assim que tem que ser..."


Estou de volta, e como prometido, pra contar uma das minhas muitas estórias, mas eu acho que é a melhor de todas, e a mais dolorida também.
Mas, antes, preciso falar sobre essa frase que inicia o post... Achei por um acaso, desses que a gente nunca imagina, um blog tbm, muito bom e curioso, com uma linda postagem de 2008 (AFF, acho que to atrasada no assunto blog) de uma carta de amor. Coloco aqui o link pra vocês lerem. http://acordeieagora.blogspot.com/2010/07/ps-eu-te-amo-ou-da-necessidade-da.html É um comentário sobre o filme P.S. Eu te amo. Para os apaixonados ou dramáticos de plantão, assistam, é P-E-R-F-E-I-T-O. Para quem não é nem uma coisa, nem outra, também vale à pena apenas por ser o filme que é.
Holly e Gerry são apaixonados e casados à dez anos quando derepente ele morre, mas deixa ainda marcas de suas vidas juntos e um caminho pra dar força a Holly para conseguir seguir e continuar caminhando.
Isso é um resumo muito resumido do filme, mas vale à pena.

A minha estória começou ha 6 anos atras, quando eu saia pra uma festa com um ex namorado e queria simplesmente irrta-lo de todas as formas possíveis, coloquei uma sainha curta, uma blusa minuscula e um salto gigante, cabela todo enroladinho, faixa e make arrasa quarteirão. E, por incrível que pareça, estava com o corpinho em cima. Ele estava do outro lado da rua quando me viu. Eu não o vi naquele dia, mas pelo que me consta, ele não me esqueceu.
Naquela mesma semana eu fui vistar minha vizinha e ele estava lá. Acabamos não conversando, tinha muita gente. Fui pra casa.
No dia seguinte eu estava novamente na casa da minha amiga quando comecei a me sentir mal, com febre, dor no corpo. Ele chegou e eu me despedi. Fui até o hospital. Garganta. Precisava dos remédios. Descobri, falando com minha amiga, que ele trabalhava em farmácia.
Preciso abrir um parentesis aqui e esclarecer que nunca esperei homem nenhum dar em cima de mim. Mesmo com medo do não, quando me dava na telha, eu ia mesmo à luta e corria atras do que me interessava. Sempre adorei o jogo do amor.
Voltando, falei com ele ao telefone e questionei se ele poderia me trazer os remedios. Ele disse que só no dia seguinte, mas eu estava tão ruim que, enquanto eu tomava banho, meu pai foi até a farmácia comprar.
Como ele estava na casa da minha amiga a hora que falei com ele, resolvi ligar lá e avisá-lo, já que ele iria trazer. Minha amiga me passou o cel dele e me desejou boa-sorte.
Quando eu liguei ele estava abrindo o portão. Eu avisei que meu pai já havia ido à farmácia comprar meus remédios e agradeci, dizendo que ele não precisaria trazê-los.
Me dei conta, naquele instante, que queria muito vê-lo de novo, e tinha que ser logo. Resolvi fazer um pedido bem simples, mas temendo que ele me desse uma desculpa qualquer.
Pronto, falei: "Você poderia vir cuidar de mim, né?"
E, naqueles segundos que sempre parecem uma eternidade, ele de repente quebrou o silêncio e disse: "Estou trancando o portão. Logo estarei aí."
Meu coração pulava numa alegria que podia contagiar um continente inteiro. Eu não sabia há quanto tempo ele estava da minha casa, e eu estava de pijama. Quando pensei em me trocar, a campainha tocou.
Decidi, fui abrir mesmo de pijama. Ele entrou, com cara de quem não entendia o que estava acontecendo e eu o convidei a sentar-se comigo no sofá.
Conversa vai, conversa vem, nos beijamos, e de repente, meu PAI apareceu. Que constrangedor!

Desse começa, quatro meses depois terminamos. Ele era o amor da minha vida e o fim sem explicação me deixou apavorada, magoada, triste, sem esperança. Acabei indo embora. Não queria vê-lo, ouvi-lo, nada. Queria encontrar uma maneira de odia-lo pra sempre, e tentar enterrar aquele sofrimento pra nunca mais pensar nele.

Impossível! Como deixar de amar o homem da nossa vida?

Voltei pra São Paulo, pra casa dos meus pais, pro mesmo lugar aonde o conheci. Não aguentei muito tempo e tentei ir embora novamente. Fiz de tudo, conheci pessoas, tentei me entregar a outros relacionamentos, mas ele reapareceu na minha vida. E eu, que ainda não tinha descoberto a fórmula mágica pra esquece-lo, acabei reacendendo o amor dentro de mim.

E, de novo, um mês depois, sofri, chorei, me entreguei ao sofrimento da perda, da mágoa e da indignação. Porque ele tinha feito isso de novo?

Naquele momento coloquei na minha cabeça que eu não iria mais sequer falar com ele, e nem com niguém do círculo de relacionamento dele. Foi muito difícil. Perdi amigos e claro, sofri horrores novamente.

Quando eu achei que havia encontrado outro alguém pra vida toda, ele resolveu reaparecer e me procurar novamente, dizendo que precisava conversar comigo e esclarecer algumas coisas. Ainda resisti por um ou dois meses, mas um dia acabei cedendo e liguei pra ele. Fui encontra-lo, conversamos e, calro, não resisti aos seus encantos, e acabei por acreditar em tudo o que ele me dizia.

Voltamos, voltei a morar com ele, e para contragosto de todos, entreguei novamente meu coração, minha alma e meu corpo àquele que julgava ser o único amor eterno na minha vida.
Passado exato um ano que havíamos voltado, ganhei o maior melhor e mais eterno presente da miha vida. Descobri que estava grávida. GRÁVIDA! G-R-Á-V-I-D-A!!! Grávida do meu tão desejado, sonhado, pedido, esperado e amado filho. Meu filho, meu menino, uma vida crescendo dentro de mim. E ele era o pai. O pai perfeito, o marido perfeito, o melhor amigo, companheiro. Tomava chuva e banho ao lado dele. Ria e chorava no ombro do meu companheiro de vida.

Passado o tempo, fui descobrindo que apesar de sempre lutar por esse amor, ninguém queria que desse certo. Todos enxergavam o que eu não queria ver.
Ele tinha mulheres na rua, era (É) um galinha e, o pior de tudo pra mim, voltou a beber.

Passamos juntos por muita coisa, mas confesso que há quase 4 meses, mesmo sozinha, mesmo magoada, mesmo machucada pela ausência do "pai perfeito" e pela luta diária tentando ser alguém e ser reconhecida por isso, a distência dele está me tornando uma pessoa melhor.


A minha consideração maior sobre esse que foi o mais longo e mais turbulento relacionamento da minha vida até hoje é que o amor verdadeiro existe dentro de nós, e teremos sorte se conseguirmos encontrar o mesmo amor no outro, mas se por acaso essa sorte não acontecer, não se desespere. Minha avó já dizia, "antes só do que mal acompanhada!"

Espero que gostem. E já tenho uma estória linda pro póximo post. Provavelmente amanhã!

Beijos, e que o amor toque o coraçao de cada, mas sem que seja necessário o outro. Que o outro seja um complemento e não uma necessidade ou uma obrigação!



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Primeiro Post




Seguindo a linha de pessoas inteligentes e que sentem a necessidade de contar estórias, nada melhor do que a criação de um blog, certo?
Quando eu pensava em criar um blog, sempre tive muitas dúvidas sobre o que seria e o que contaria... Se por acaso as estórias pudessem acabar, mas descobri que estórias de amor não acabam nunca, nem quando os relacionamentos terminam.

Como primeiro post, vou colocar duas estórias e tentar esclarecer uma dúvida: O que é mais importante, o amor de verdade ou o dinheiro que vem junto com ele?

Todas as estórias contadas aqui são verídicas, mas nem todas terão os nomes verdadeiros, pois são estórias que eu ouço por aí.

Há alguns anos atrás um casal vivia bem, feliz e com muito dinheiro. O homem era dono de uma fábrica e sua mulher vivia feito rainha, tinha tudo o que queria, morava numa mansão e era feliz. Até que, um certo dia, ela descobriu que o seu marido, sempre presente, sempre amigo, sempre companheiro, era também amigo, presente e companheiro de uma outra mulher alguns anos mais jovem do que ela.
O que fazer nesse momento? Manter a vida que tem, com o marido-amigo-rico ou colocar um fim em tudo e se manter digna e íntegra nas suas convicções?
Por essa dúvida ela não esperava, após tantos anos de casamento e cumplicidade.
Durante muito tempo ela viveu esse impasse em sua vida, até que um dia, depois de descobrir quem, como, quando e aonde seu marido a traia, ela decidiu se vingar e terminar o relacionamento.
Seu ex-marido, magoado com a maneira como ela havia feito tudo isso, deixou-a sem absolutamente nada, sem casa, sem carro, sem dinheiro e sem vida social na cidade aonde viviam.
Após alguns anos, ele casou-se novamente, com essa amante que acabou virando sua mulher-amiga-companheira.
Sua ex-mulher? Teve que ser amparada pela família após ser achada dormindo na rua, sem roupas, sem comida, sem dinheiro e o pior, sem a tão sonhada dignidade.

A segunda aconteceu há uns 20 e poucos anos atrás. Um amigo meu, hoje casado, me disse um dia: "Só amei uma vez, uma única mulher, e sinto por ela até hoje o mesmo sentimento. Mas já não sei aonde ela está, aonde ela mora, ou o que ela faz. Não me lembro sequer o nome dela, mas lembro dos traços do rosto e do vestido vermelho de algodão que ela usava no dia em que nos conhecemos."
Nesse dia, uma vizinha dele chamou-o no portão, com o pretexto de apenas conversar. E essa amiga dela estava junto.
Quando ele a viu, seu coração simplesmente disparou e, naquele momento, ele deciciu que era ela a mulher com quem ele viveria pro resto de sua vida. Um pequeno porém já no começo dessa estória. Ele namorava há uns 5 ou 6 anos. Naquela mesma semana ele decidiu se separar da namorada e começou a sair com a amiga da vizinha.
Era meados de Novembro, e o irmão dela estudava na mesma escola que alguns amigos dele. E por aqueles dias seria a formatura deles.
Ele estava muito feliz com a menina. Combinaram de irem à formatura separados pois, ele já tinha combinado com os amigos e ela iria com a família. Se encontrariam lá.
No dia, ela ligou pra ele avisando que não poderia ir pois ocorrera um problema na família, se desculpou e disse que ele deveria ir pois já havia combinado com os amigos.
Tudo certo até aí, certo?
Bem, nessa festa ele ainda a procurou imaginando que o problema poderia ser resolvido e ela aparecer na festa.
De repente, quando ele já não tinha mais esperanças de encontrá-la naquele dia, a ex-namorada (aquela, de quem ele terminou) estava na festa e sentou-se para conversar com ele. Ele alega que, de repente, depois de muita bebida, quando ele se deu conta, essa ex estava sentada no colo dele.
Eles acabaram se beijando.
Posso fazer um comentário aqui? Se eu fosse a ex, ficaria no meu lugar, e se fosse ele, não beberia mais.
Voltando a estória...
No dia seguinte, ele foi até a casa da "atual" namorada e, logo no portão, ela já foi dizendo pra ele que ele não precisava mais se preocupar em ir atrás dela, pois ela havia VISTO tudo o que tinha acontecido na festa na noite anterior. Ela ainda explicou pra ele que os pais dela haviam resolvido as pendências familiares e todos foram à formatura do irmão. E, por acaso ou não, sentaram-se na mesa atrás da mesa dele, aonde ele ficou com a ex-namorada.

Dentro dessas duas estórias, quero saber... Destino ou coincidência? Amor ou Dinheiro?

Peço também aos amigos que divulguem o blog e me mandem estorias de amor verdadeiras (felizes ou não) para que eu as publique.

Um grande beijo, e muito amor pra todos vocês!

PS: No próximo post, eu faço questão de contar pra vocês a minha verdadeira estória.